Relatórios de Sustentabilidade

Coleta seletiva no escritório e no canteiro de obras

Preocupação com o bem estar dos funcionários:
Alojamento bem estruturados, Plano de saúde,
PCMSO e PGR rigorosos.

REALIZAÇÕES

SAIBA MAIS [+]

Estacas Escavadas de Grande Diâmetro

Estacas escavadas de grande diâmetro

estaca-escavada-g

As Estacas Escavadas de Grande Diâmetro, também chamadas de Estacões, são elementos de fundação profunda, de execução rápida, normalmente em solos e areias, com uso de lama bentonítica e concretados “in-loco”.

As estacas escavadas serão executadas de acordo com as especificações e indicações do projeto sendo que qualquer alteração ou anormalidade será levado ao conhecimento da fiscalização e consultoria para a devida solução.

ESTACA-ESCAVADA-DE-GRANDE-D

  • O baixo nível de poluição sonora
  • DISPOSIÇÃO CONSTRUTIVA
    1. ESCAVAÇÃO

    A escavação do furo para moldagem da estaca será feita mecanicamente através de equipamento rotativo composto de guindaste para sustentação da mesa de perfuração, mesa rotativa com haste Kelly provida de trado ou balde conforme a necessidade de se atravessar camadas mais ou menos resistentes.

    A perfuração da estaca será iniciada após sua locação topográfica, nivelamento do guindaste e da mesa rotativa e verificação do prumo da haste Kelly.

    Quando o terreno ou praça de trabalho não oferece boas condições de suporte, ou seja, pouco compactado, torna-se conveniente posicionar o guindaste sobre uma camada de dormentes para evitar inclinação da máquina e o conseqüente desaprumo da estaca, bem com um aumento indesejável no consumo do concreto pelo aumento da seção escavada.

    A perfuração se inicia com a colocação de um segmento metálico com diâmetro 10 a 15cm maior que o diâmetro da estaca a ser escavada e comprimento suficiente para proteger o inicio da escavação contra desbarrancamento (1,50 a 2,00m).

    A partir do extremo inferior do segmento metálico até a cota final de assentamento da estaca, as estacas serão escavadas sem proteção lateral, ficando a cargo da lama bentonítica a responsabilidade pela estabilização. Essa lama é constituída da mistura da água doce com bentonita, na proporção a oferecer um material (lama) que mantenha estável as paredes da escavação.

    O nível da lama deverá ser mantido na escavação até o topo da camisa de proteção durante todo o processo de escavação e concretagem e seu lançamento no interior da trincheira será feito preferencialmente por gravidade partir de tanques. A adição de bentonita será controlada por válvula ou registro.

    Uma vez atingida a cota ou profundidade desejada, serão feitos os controles da qualidade da lama para prosseguirmos os trabalhos de colocação da armadura e concretagem.

    Os ensaios de teor de areia serão feitos normalmente usando-se três amostras retiradas, do fundo da escavação, da metade da escavação e de ¾ da altura da escavação. Caso o teor de areia conhecido por método direto ou peneira nº200 ultrapassem 3% será necessário fazer-se uma desarenação com limpeza do fundo e troca da lama por lama isenta de areia. A lama contaminada por areia será recuperada por um desarenador do tipo ciclone com retorno da lama desarenada ao próprio furo. O excesso de areia pode provocar bolsões no interior do concreto, comprometendo a qualidade da estaca.

    Uma vez aprovada a qualidade da lama, através dos ensaios, será lançada a armadura no interior da escavação para posterior concretagem.

    Quando a lama não puder ser reutilizada ela será removida com caminhões pipa e lançada em local apropriado longe de fontes de águas e rios.

    2. CONCRETAGEM

    Concluída a escavação e aprovados os ensaios da lama bentonítica, terá início então a descida da armadura no interior da escavação.

    A armadura será içada por um guindaste e colocada na escavação até a cota prevista.

    O passo seguinte será a concretagem submersa executada através de um conjunto composto de funil e tubos rosqueados, “tubo tremie”, onde será lançado o concreto.

    Para impedir a contaminação do concreto pela lama, será usada uma bola de papel colocada no fundo do funil (extremo superior do tubo) sobre a qual será lançado o concreto.

    O concreto será lançado através do tubo “tremie”, deverá ter fluidez necessária para escoar através do tubo subindo pelo interior da escavação e expulsando a lama que será recolhida ate o depósito de lama usada.

    A subida do concreto será controlada por volume lançado (caminhão) medindo-se sua subida no interior da escavação e traçando-se curvas para detectar possível anomalia na escavação.

    Todos os dados serão anotados em boletins apropriados que serão fornecidos pela Roca ao término de cada estaca.

    Para garantir a qualidade do concreto no topo da estaca, será executado aproximadamente 01 (um) metro linear a mais do que o comprimento previsto. Este metro linear será demolido após o término do trabalho e a cura do concreto.

    Para maior garantia do serviço executado, nenhuma estaca permanecerá sem concretagem por mais de 02 (duas) horas, tendo em vista a característica do terreno. A demora na concretagem poderá ocasionar a desestabilização das paredes ocasionando problemas com a funcionabilidade da estaca.

    Durante o lançamento do concreto serão executados cortes na tubulação de lançamento tendo-se o cuidado de se manter sempre o tubo no mínimo 3 m no interior do concreto já lançado.

    O concreto lançado será preparado com brita 1 e 2 com slump 20+2 e consumo de cimento de 400 kg/m3.

    3. ARMAÇÃO

    A armação (gaiola) será preparada antecipadamente a concretagem colocando-se a cada três metros estribos soldados na armadura principal e com distanciadores para garantir o recobrimento mínimo exigido pelo projeto.

    A armadura não permanecerá no interior da escavação em contato com a lama por muito tempo para que não se forme a camada de gel que poderá prejudicar a aderência concreto-aço. Uma vez colocada a armadura, a concretagem será iniciada imediatamente. As emendas ou transpasse da armadura serão feitas com clipes galvanizados.

    4. PREPARO DA LAMA

    A lama a ser usada na escavação será preparada usando-se água isenta de óleo, graxas ou outros tipos de substâncias que possam comprometer as características desejáveis para a lama.

    Ela será preparada em um misturador de alta turbulência ate a homogeneização da mistura e bombeadas para os tanques de maturação lá permanecendo por 24 horas para inchamento.

    A proporção da mistura bentonita – água será tal que forneça um preparado com viscosidade entre 32 e 40 seg no cone Marsh Tendo em vista que o solo arenoso das fundações necessita uma densidade maior do fluido de contenção.

    A lama usada será controlada quanto à alcalinidade, usando-se papel tornassol; quanto a densidade com uso de balança Baroid; quanto ao teor de areia na peneira 200, e quanto a espessura do “cake” com uso de filtro e prensas.

    A lama recuperada na concretagem será submetida aos ensaios acima descritos para redosagem ou correção das características caso seja necessário.

    Os depósitos de lama serão inspecionados periodicamente para livrá-los dos depósitos que se formam no fundo dos mesmos que poderão comprometer a qualidade da lama utilizada.

    A Norma Brasileira (NBR 6122) fixa os seguintes limites para as características da lama bentonítica a ser usada nas escavações.

    – Densidade: 1,025 a 1,10 g/cm³ – (Balança de lama)

    – Viscosidade: 30 a 90 seg (Funil de Marsh)

    – pH: 7 a 11 (Papel de tornasol)

    – cake 1,0 a 2,0 mm (Filter Press)

    – Teor de areia até 3% (Baroid sand content)

    – Fator A/C abaixo de 0,6

    B) Concreto

    – Abatimento(“Slump-test”) 20 ± 2 cm

    – Fator A/C = abaixo de 0,6 Agregado: dimensões max 20m (pedra 1)

    – Cimento: 400 kg/m³

    – Areia: 35% – 45% em peso (total de agregado)

    Considerações Gerais

    Tendo em vista o alto teor de areia do solo, tornan-se necessários alguns cuidados com relação à escavação, bem como controles do teor de areia na lama de escavação antes da concretagem.

    O teor de areia medido na peneira 200 não poderá ultrapassar 3% em peso. Quando este teor ultrapassar este limite será procedida a desarenação com uso de bombas e desarenadores tipo ciclone ou substituição da lama por outra não contaminada e obedecendo aos padrões exigidos pelo projeto.

    Em casos de emergência em que se faça necessário aterrar uma escavação, este trabalho será feito usando-se areia grossa e cimento na proporção de 10 kg de cimento por metro cúbico de areia. Os trabalhos serão reiniciados assim que o material utilizado para reaterro tenha sido reposto para atender outra possível emergência.

    O enchimento da perfuração se dará mediante remoção da lama usando-se o mesmo processo da concretagem submersa.